Política

Assembleia Legislativa tem 10 milionários que buscam a reeleição

Deputados estaduais que se candidataram têm patrimônios declarados à Justiça Eleitoral entre R$ 47 mil e R$ 5 milhões

Por Emanuelle Vanderlei / Tribuna Independente 15/08/2026 08h00 - Atualizado em 15/08/2026 08h53
Assembleia Legislativa tem 10 milionários que buscam a reeleição
Alexandre Ayres, Francisco Tenório e Ricardo Nezinho estão entre os parlamentares milionários de Alagoas - Foto: Edilson Omena e Ascom ALE

Entre os 24 deputados estaduais que buscam a reeleição em Alagoas nas eleições deste ano, 10 figuram na seleta lista de milionários do nosso Estado. São eles: Alexandre Ayres (MDB), Francisco Tenório (MDB), Ricardo Nezinho (MDB), Silvio Camelo (PV), Remi Calheiros (MDB), Cibele Moura (MDB), Gilvan Filho (MDB), Delegado Leonam (UB), Marcos Barbosa (PT) e Ronaldo Medeiros (PT). As informações a respeito dos bens dos parlamentares são informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como parte de um dos processos para que eles concorram as eleições.

O mais rico é Alexandre Ayres, que acumula atualmente mais de R$ 5 milhões em bens. Ele já era milionário, mas multiplicou o patrimônio nos últimos quatro anos. Antes do início do mandato tinha pouco mais de R$ 1 milhão. Antes de ser deputado, Ayres foi secretário de Estado da Saúde, e na eleição passada, foi o deputado mais votado, recebendo mais de 61 mil votos.

Logo abaixo Alexandre Ayres, vem Francisco Tenório, com R$ 4,9 milhões. Ele possuía R$ 2,8 milhões em 2022. Ricardo Nezinho com R$ 4,4 milhões na declaração deste ano, tinha R$ 1,6 mi na última vez.

Ronaldo Medeiros também prosperou. Ele declarou desta vez um patrimônio de R$ 3,5 mi, quando na última eleição estava com R$1,1 mi. Silvio Camelo saiu de R$ 237,5 mil para R$3,3 milhões. E Remi Calheiros pulou de R$ 176 mil para R$ 2,6 milhões. A deputada Cibele Moura, de apenas 29 anos, já era milionária quando entrou, há quatro anos. Ela tinha R$ 1,2 milhões, e cresceu o patrimônio para R$ 1,8 milhões.

O delegado Leonam, hoje com R$1,3 milhões, entrou no mandato com R$ 870 mil. Entre os milionários do grupo, Marcos Barbosa é o que tem menor patrimônio atualmente, com R$1,03 milhões. De qualquer forma, teve um crescimento destacado, saindo de R$ 133 mil para esse valor atual.

CRESCIMENTO

E REDUÇÃO

Sem alcançar a cifra milionária, mas com crescimento, estão seis parlamentares. Breno Albuquerque (PT), não possuía bens antes do mandato. Ele agora já tem R$ 46,7 mil em investimentos. Dudu Ronalsa que começou o mandato com menos de seis mil reais, adquiriu R$ 620 mil em automóveis e aplicações.

Gabi Gonçalves (MDB) tinha R$ 95,7 mil ao iniciar seu primeiro mandato, há quatro anos. Hoje ela declara R$ 448 mil. O presidente da casa, Marcelo Victor (MDB), tem hoje R$ 705 mil, diferente dos R$ 454 mil de 2022. Inácio Loiola (MDB) avançou nesse mesmo período de um patrimônio de R$ 215,4 mil, para R$ 494,3 mil. Rose Davino (PP) que declarava R$ 351,3 mil, chegou este ano a R$ 446, 3.

Outro fato curioso em relação aos patrimônios é que cinco parlamentares tiveram redução. O maior de todos foi GIlvan Filho (MDB), que apesar de ainda ser milionário teve um recuo significativo. Em 2022 Gilvan declarou R$3,8 milhões, e agora conta com menos da metade disso, R$1,59 milhões. Cabo Bebeto, que passava de R$ 1 milhão, está com praticamente dois terços a menos, R$ 362,9 mil.

Antonio Albuquerque saiu de R$ 728,4 mil em 2022, para R$ 425,9 mil hoje. Lelo Maia que começou o mandato com R$ 743 mil, agora declara R$592 mil. Fátima Canuto, antes com R$ 697 mil, entra na campanha com R$ 375,8 mil.

Erro gerou confusão sobre o patrimônio de André Silva

Com a divulgação das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chamou atenção e causou repercussão a informação declarada pelo deputado estadual André Silva (MDB) de que teria alcançado patrimônio de quase meio bilhão de reais. O parlamentar de Junqueiro teria declarado R$ 548,6 milhões este ano, enquanto em 2022 tinha apenas R$ 251,2 mil.

Procurada pela reportagem da Tribuna Independente, a equipe do parlamentar esclareceu que tudo não passou de um mal entendimento.

“A Declaração de Bens do candidato André Silva apresentava um erro de digitação, no qual o valor de R$ 548,6 mil constou incorretamente como R$ 548,6 milhões. Assim que identificada a inconsistência, a retificação foi imediatamente protocolada junto ao Tribunal Regional Eleitoral [TRE/AL], e a informação correta já consta no processo, disponível para consulta pública”.

A petição juntada no processo na última quarta-feira (12), solicita a retificação da declaração de bens, mas até a última sexta-feira (14), não havia sido alterado o valor na declaração de bens do site da justiça eleitoral.

De acordo com a declaração, ele é sócio em dois postos de combustíveis, um com 50% (no valor de R$ 250.000,00) e outro com 35,75% das ações (R$ 178.600,00). É também proprietário com 100% das ações em uma terceira empresa. Tudo isso, somado, representa R$ 548,6 mil.